Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Mete a corda

 

Presos incentivaram enforcamento de Pedroso

«Mete a corda!» Foi esta a frase que Paulo Pedroso mais ouviu no primeiro dia de reclusão.

"Mete a corda!" Foi esta a frase que Paulo Pedroso mais ouviu no primeiro dia de reclusão, quando saiu da cela para o pátio do Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde esteve detido desde Maio de 2003, e durante quatro meses, avança o PortugalDiário.
Pedroso estava acusado de crimes de abuso sexual de menores no âmbito do processo Casa Pia.

Este apelo ao enforcamento feito por outros presos, o receio pela sua vida que lia nas cartas anónimas que recebeu e todo o sofrimento que passou na cela foram descritos no processo de pedido de indemnização em que solicitava ao Estado cerca de 600 mil euros por danos morais e patrimoniais.

O juiz foi sensível e deu-lhe razão, fixando-lhe uma indemnização de cem mil euros por danos morais, acrescida de outra por danos patrimoniais no valor de 31 mil euros - um total de 131 mil euros mais juros.

Um valor recorde em Portugal, cujo montante o Ministério Público vai recorrer.

As razões: "Por se ter visto arredado durante quatro meses e meio do seu ambiente pessoal, familiar e profissional e da própria liberdade de viver"; porque "em cada pessoa que contacta, pressente sempre a hipótese de, no espírito de cada uma delas se aventar a dúvida sobre a justeza da sua prisão (...). O que lhe causa angústias, sofrimentos, pesadelos e depressões que lhe destroem a alegria de viver e o entusiasmo com que sempre, antes de tal acontecer, encarava o presente e o futuro".

O impacto noticioso que a sua detenção teve - esteve preso preventivamente durante 135 dias -, causou ao socialista, ao que tudo indica, problemas de saúde.

"Durante cerca de meio ano houve noticiários quotidianos, à escala mundial, sobre a sua prisão", lê-se. Foi-lhe diagnosticada uma depressão nervosa, para a qual teve de ter acompanhamento psiquiátrico e recorrer a anti-depressivos.

Também foi clinicamente obrigado de duplicar a dose do medicamento para hipertensão, doença que já sofria.

No texto da sentença lê-se ainda que teve "crises de ansiedade, que lhe provocaram tremores das mãos, notados pelas suas visitas".

Para além da saúde, as relações familiares foram também afectadas, nomedamente com a filha, na altura com 5 anos, e com o sobrinho, de 4.

"Sobre as crianças incidiu um perigo emocional que teve que ser combatido com a sua retirada da escola nas semanas subsequentes à detenção, pois tiveram de suportar os 'nomes feios' que, na linguagem de crianças, alguns colegas lhes dirigiram"

O ex-número dois do PS, tinha a guarda conjunta da filha que teve num anterior casamento, a qual foi "foi materialmente impedido de exercer entre Maio e Outubro de 2003".

 

Fonte


publicado por brunomiguelqueiros às 00:23
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