Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Review Sony Vaio VGN-NR38M

 

Depois da saga de avarias com o meu anterior portátil HP Pavillion dv6131eu, chegou a altura de experimentar outra marca sem ser HP ou Acer (esta última é má demais para ser verdade).

Como não tenho grandes necessidades gráficas ou mesmo de processamento, a escolha caiu num mais que barato Sony Vaio VGN-NR38M, à venda na Radio Popular:

 

RAM 2 GB
Sistema Operativo Microsoft Windows Vista Premium Home Edition
Memoria Cache 1 MB
Processador Intel Pentium Dual-Core T2390 clocked at 1.86 GHz
Disco Rigido 250 GB
Placa Video Intel GMA X3100 chipset
Monitor 15.4" WXGA screen - X-Black
Resolução: 1366 x 768
Leitor Optico SuperMulti dual-layer DVD writer
USB 2 portas USB 2.0
Modem/Ethernet Modem 56K
Ethernet network interface
i-Link 1 Porta FireWire
WLAN WiFi 802.11 b/g
Bluetooth Não
Tamanho 314 x 360 x 269.1 mm
Peso 2.9 kg
Acessórios Incluidos Carregador, batteria e manual de utilizador

 

 

Instalação do Slackware Linux, correu sem problemas, onde a parte que necessitou de mais atenção, foi a do particionamento, visto que o portátil traz Windows Vista numa partição, outra partição é a de Recovery e ainda outra que não sei o que é, ou para quê.

A instalação correu bem, tendo detectado a grande maioria do hardware.

 

Gráfica: Apenas necessário editar o ficheiro xorg.conf e mudar de vesa para intel na secção "Graphics device section", e ainda adicionar a resolução de 1280x800. Mas se no framebuffer do lilo, escolhermos vga=773 (resolução 1024x768, o máximo que a placa é capaz de fazer), depois no X, somos agraciados com a mesma resolução, mas com a imagem transformada num quadrado, deixando uma grande parte do ecrã a preto e com uma barra cinzenta por baixo. Ou seja, para termos a gráfica a funcionar em condições, é preciso no lilo, escolher a opção vga=simple (levar com aquelas letras enormes ao arrancar e ainda perder os pinguins ) para podermos usufruir de uma resolução correcta de 1280x800. Contudo o DRI e aceleração 3D funcionam out of the box.

 

Rato: No mesmo ficheiro colocar IMPS2 em vez do PS2, para ter a roda do meio a funcionar.


Placa Wireless: Aqui é que o pinguim bateu as asas. A placa é detectada como uma Atheros AR242X 802.11abg, que não é detectada out of the box, como tinha acontecido com a minha antiga Broadcom. Depois de procurar pela internet, encontrei 3 soluções:

  • utilizar um kernel mais recente (2.6.27) que já possui suporte para as placas Atheros com o driver ath5k;
  • Utilizar drivers MadWifi;
  • Utilizar Ndiswrapper;

Visto que a minha placa é bastante recente, nem a solução do ath5k, ou do Madwifi resultou, pelo que neste momento a placa está a funcionar com o ndiswrapper e com os drivers do Windows, o que não foi fácil, já que a placa AR242X tem vários modelos, e cada modelo seu driver, através de pim-pão-pum (já que não há maneira de ver qual o chipset em concreto) decidi que a minha placa seria uma AR2425 que utiliza os drivers AR5007EG.

 

Portas USB, Leitor DVDs: tudo a funcionar out of the box.

 

Firewire, Modem e Bluetooth: ainda não experimentei.

 

Contras:

 

Cabo do carregador muito pequeno;

Carregador grande e pesado;

Muitos autocolantes no portátil;

Ecrã brilhante;

Placa intel incapaz de grandes resoluções no frame buffer do linux;

Não possui webcam;

CPU Dual Core em vez de um puro Core 2 Duo;

 

Prós:

 

Leve;

Bateria com boa capacidade;

Disco rígido de alta capacidade;

Firewire;

Mais do que suficiente para as minhas necessidades, trabalhar, programar, navegar internet.

 

De 0 a 5

 

sinto-me:

publicado por brunomiguelqueiros às 14:48
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OpenOffice 3.0 disponível

 

Já saiu a tão aguardada versão 3.0 do OpenOffice, que até já está disponível em Português, para Windows, Mac e Gnu/Linux. A procura tem sido tanta, e os acessos ao site de tal ordem, que o servidor do OpenOffice não aguentou, e em vez de apresentar a página normal, aparece agora uma página com texto e com os links para download.

 

Quem quiser fazer o download da nova versão só tem que clicar nos links abaixo (tráfego nacional):

 

OpenOffice 3.0 Gnu/Linux - Português

 

OpenOffice 3.0 Gnu/Linux 64 bits - Português

 

OpenOffice 3.0 Mac - Português

 

 

OpenOffice 3.0 Windows - Português

 


publicado por brunomiguelqueiros às 14:35
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Novo slogan da campanha eleitoral de Obama


publicado por brunomiguelqueiros às 14:14
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Configurar modems USB

 

Para quem possui o openSUSE 11.0 ou Ubuntu 8.04, e tem dificuldades em instalar os modems USB que andam por aí, como o sagem f@st 800 do Sapo, existe agora uma site que simplifica todo este processo:

 

http://www.ubudsl.com/en/start.php

 

Passem por lá e experimentem...

 

Mais uns links de programas para este efeito:

 

http://www.kde-apps.org/content/show.php/UbuDSL?content=64905

 

 

Outros foruns úteis:

 

Placas 3G no Techzone

 

Guia UbuntuPT

 

UbuntuForum


publicado por brunomiguelqueiros às 23:56
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Produtores do Magalhães na mira da Justiça

 

"A empresa que produz o computador Magalhães é arguida num processo de fraude e fuga ao IVA que terá lesado o Estado, no total, em mais de cinco milhões de euros.


Além da JP Sá Couto, é também arguido um dos seus administradores, João Paulo Sá Couto. O administrador e a empresa são acusados da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com outros 39 arguidos.

A acusação é confirmada pelo juiz de instrução no despacho de pronúncia, não tendo, pois, os arguidos conseguido produzir prova capaz de pôr em causa os factos de que vinham acusados pelo Ministério Público, durante uma fase do processo que lhes permitiria ainda ter impedido a ida a julgamento.

A empresa responsável pelo mini-portátil Magalhães e o seu administrador fazem parte de uma lista de 41 arguidos acusados de se terem associado para a prática de uma mega fuga e fraude ao IVA, no ramo da informática. Um esquema vulgarmente designado por “fraude Carrossel” e que consiste em transmissões sucessivas dos mesmos bens, em círculo, entre diversos operadores sedeados em, pelo menos, dois estados da União Europeia e se caracteriza pela não entrega do valor do IVA devido por, pelo menos, um operador no seu país.

Os factos ocorreram entre 1998 e 2001. Segundo pode ler-se na acusação, foi por iniciativa de João Paulo Sá Couto que a empresa que fabrica o computador Magalhães assumiu a posição de elo final no “circuito carrossel”, tendo como contrapartida um lucro de cerca de 4% sobre o valor da mercadoria facturada. As condições das compras e das vendas seriam estabelecidas pela organização. A JP Sá Couto limitava-se a receber e reencaminhar as mercadorias.

Esta é uma acusação que os arguidos rejeitam, na sua contestação, argumentando que a acusação está construída com base em meras presunções, sem factos que a suportem.

Acoplado à acção penal, está um pedido civil: pelos danos do crime, o Estado português pede cinco milhões, cento e trinta e seis mil e novecentos e cinquenta e sete euros (o equivalente ao enriquecimento ilícito das empresas e ao consequente empobrecimento do Estado), acrescido dos respectivos juros de mora.

 

AC/Marina Pimentel"

 

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publicado por brunomiguelqueiros às 17:36
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O Plano Tecnológico Da Educação Em Movimento

 

"Sou colega na Escola Secundária André de Gouveia, em Évora. Aquela que, no final do passado ano lectivo, teve a visita do Engenheiro (?) e da  sua amada ministra para implementação do Plano Tecnológico, com não sei quantos quadros interactivos e net em toda a escola, com a DRAlentejo toda lá em peso para compensar a ausência quase total do corpo docente e, assim, dar a entender perante as câmras que estava muita gente…

.
Ora bem, passadas que estão mais de duas semanas de aulas deste novo ano lectivo, os quadros interactivos não funcionam e a escola não tem net em lado nenhum…
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Segundo ouvi dizer, o PCE chegou a pedir para não iniciar a 15 de Setembro porque a escola não estava em condições de abrir, mas a DRAlentejo não autorizou o adiamento. Vai daí, andamos todos sem internet e, na primeira semana, houve mesmo professores que tiveram que dar aulas em salas sem quadros! Isto porque, por imposição do Engenheiro (?) e da sua amada ministra, os quadros de giz saíram e colocou-se, em sua substituição, o famoso avanço tecnológico, que tinha que ficar mesmo ao centro da sala para aparecer bem na peça que as tv’s iriam mostrar naquele dia…
.
As reclamações choveram e, claro, lá voltaram os quadros de giz (ou de caneta), mas colocados a um canto da sala, o que obriga a que todos os alunos tenham que ocupar as filas laterais da sala para poderem ver alguma coisa.
.
Enfim, aqui ficou o exemplo de uma escola que até funcionava muito bem em termos de acesso à internet e que até tinha já dois quadros interactivos que algumas pessoas já utilizavam de vez em quando. Passámos, com o Plano Tecnológico, à Idade da Pedra. O que funcionava deixou de funcionar, a partir do momento em que o Engenheiro (?) e a sua amada ministra lá puseram os pés. Mais: parece também que, como do pacote do PTec fazem parte não sei quantos metros de fibra óptica, houve que desinstalar a que a escola já tinha (e que funcionava) e instalar a do pacote (que não funciona). Outra: como os novos cartões para alunos e professores que vieram substituir os que tínhamos (e que funcionavam) não funcionam, voltou toda a gente a ter que andar com dinheiro na escola. Ainda outra: parece que os colegas (poucos) que tinham formação para usar os quadros interactivos e que, esporadicamente, quando necessário, utilizavam, vão deixar de poder utilizar porque, afinal, os do Engenheiro (?) e da sua amada ministra funcionam (ou melhor: não funcionam) com outro sistema.
.
Confuso? Bem-vindo ao maravilhoso mundo do governo do Engenheiro (?) e da sua amada ministra.
Pergunto-me: nas outras escolas, também vítimas da intervenção do governo, as coisas estão a funcionar?
.
Professor devidamente identificado, mas que prefere o anonimato."
 
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publicado por brunomiguelqueiros às 17:32
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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Acção de (de)formação do Magalhães

Ao que parece os Coordenadores TIC das escolas, foram convidados para uma sessão de 2 dias de trabalho, onde supostamente iriam aprender a trabalhar com o Magalhães, e depois do que aprenderam iriam transmitir aos professores, que nas escolas de todo o país iriam trabalhar directamente com estes portáteis, até aqui tudo bem, mas de acordo com Paulo Carvalho professor e Coordenador TIC, não foi bem isso que aconteceu:

 

(de)FORMAÇÃO «MAGALHÃES»

 

"Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede para receber formação sobre o tão propalado portátil Magalhães. Lá fui eu para dois dias de trabalho, cujo programa era, em 90%, composto pela expressão « jornada de trabalho com a Intel»:

Hoje estou aqui para relatar aquilo que se passou naqueles dois dias, e se o estou a fazer, é porque algo de relevante se passou.

 

Pelas reacções que tinha lido nos fóruns relativamente às mesmas sessões de Porto e Lisboa, já ia a contar que aquilo não seria o que eu esperava; mas longe de mim imaginar que iria assistir a uma coisa absolutamente surreal.

 

Primeira nota triste do evento: a organização distribuiu «pen drives» de um Gb, oferta da Intel contendo toda a documentação. Acontece que tinham umas 100 unidades para dar a 200 pessoas. Claro que metade (incluindo eu) ficámos a ver navios, havendo dignos colegas que se assambarcaram de duas ou mais, facto que também não me causa qualquer espanto. Mas para a Organização tratou-se de mais uma normalidade!

 

Comecemos pela manhã de Quinta-feira, onde fomos levados, em grupos, para pequenas salas do complexo, onde supostamente nos iriam ser dadas directrizes relativamente ao Magalhães e às suas potencialidades em contexto educativo, para nós transmitirmos aos professores do 1º ciclo. Aliás, esse deveria ter sido o grande objectivo deste encontro; recebermos formação para a replicar junto das escolas envolvidas.

 

Ao invés disso, e para ser muito mais sucinto do que gostaria nesta crónica, somos brindados com apresentações de powerpoints em português, lidas em Inglês com sotaque russo, traduzido por senhoras contratadas para o efeito, como se nunca tivéssemos ouvido uma palavra em Inglês na vida e como se isso fosse o entrave à formação. Num parque dito tecnológico, as redes funcionavam mal ou não funcionavam, ninguém sabia ligar, o senhor russo ia ironizando como se estivesse num país de 3º mundo e a senhora tradutora ia tentando fazer a uma espécie de ponte entre surdos mudos. A seguir, mais um estrangeiro qualquer a debitar informação em inglês sobre um powerpoint em português e depois apareceu um brasileiro (ena!!! Um brasileiro!!!) mas que nada de útil nos transmitiu.

Ou seja, depois de uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não domine, ninguém imaginava que o pior estava para vir.

 

Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo a que os meus olhos assistiram até hoje. O speaker de serviço que ostentava na lapela uma identificação de uma empresa que não conheço, mas que nem era do ME nem da Intel nem da JP Sá Couto, apresentou as três senhoras que tinham vindo expressamente dos States, com chancela da Intel, para nos brindarem com uma sessão de trabalho inolvidável. Eis que aparecem 3 senhoras com ar de quem está reformado há 20 anos, nos EUA, mas que em Portugal estariam no auge da carreira. Depois das simpatias ao país e de demonstrar que nada de útil iriam transmitir, resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso da Europa. Desde logo me demarquei e senti vontade de abandonar a sessão, mas os colegas… ah e tal… esquece isso… e tal…. Não te enerves… isto é sempre assim… e tal! Continuei a assistir e a incredulidade ia aumentando.

 

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

 

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.

Conclusão: à bela maneira dos professores portugueses, que são exímios na arte de obedecer, mesmo não concordando, e na arte de produzir conteúdos, ainda que lúdicos (pena ter sido num contexto absurdo), toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma senhora da DREC que, educadamente, tal como eu na abordagem que lhe fiz, esgrimiu as fundamentações para aquelas «sessões de trabalho com a Intel».

 

Salvou-se a Microsoft e a Caixa Mágica que, na sexta à tarde, nos mostraram, finalmente, algo de útil; no final pedi a palavra para dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um caloroso aplauso da plateia.

Alguém me explique como se eu tivesse 8 anos, como é possível convocar 200 professores para dois dias de trabalho com a Intel, com a apresentação do «Magalhães» em pano de fundo e, basicamente, 3 senhoras americanas, apoiadas por pessoas de… uma empresa (!), gastarem um dia a obrigar-nos a produzir teatrinhos e cantigas para miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras contratadas.

 

Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias. Aquelas senhoras devem pensar que somos um bando de imbecis e nunca vimos um computador na vida; tudo isto pago pela DREC, cuja Directora, no final, enalteceu o evento.

 

Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu bel-prazer!!!

Nota: O Magalhães é um excelente equipamento e, mesmo sem aposta na formação e com esta atabalhoada distribuição, julgo ser uma mais valia efectiva para a modernização do caquéctico ensino do 1º ciclo em Portugal.

Aqui fica um video que apanhei durante uma das actuações que mais aplausos arrancaram."

 

 

 

Link

 

Isto até dava para rir, não fossem estas macacadas pagas com os impostos de todos nós.


publicado por brunomiguelqueiros às 00:48
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

A oposição que o PSD gostaria de ser, mas não é...

A máscara de Sócrates

 

José Sócrates gostaria de ser recordado como o líder que deixou na esquerda a marca de seriedade e competência que parecia ser apanágio da direita. Fiel à sua matriz ideológica, socialista, prometeu um estado eficaz e sério, uma administração pública capaz e ao serviço dos cidadãos. Volvidos três anos e meio sobre a sua posse, os resultados são frustrantes, a imagem do primeiro-ministro esboroa-se.

Em campanha eleitoral, o secretário-geral do PS prometera o choque tecnológico, o combate sem tréguas ao desemprego, com a criação de 150 mil novos postos de trabalho, e o não aumento de impostos. Ao invés, subiu o IVA e obrigou mais de 150 mil portugueses a procurar emprego no exterior, num movimento migratório só comparável ao dos últimos anos da ditadura. O choque tecnológico resume-se a uma distribuição populista de computadores, num estilo plagiado de Valentim Loureiro.

 

Sócrates empurra-nos para o abismo. A reforma da administração pública foi um flop. Temos hoje um estado ainda maior, mais pesado e mais caro: aumentou a despesa corrente e o número de funcionários não diminuiu significativamente. A justiça continua paralisada, as forças de segurança inoperantes. O sistema público de educação transformou os professores em burocratas, desvalorizando-os e desresponsabilizando-os. Os gastos estatais em saúde aumentam e os beneficiários não são os utentes, mas sim os grupos privados de saúde, laboratórios e farmácias. O Simplex, programa que prometia desburocratizar a administração pública, é uma miragem. Prevalece e reforça-se a cultura centralista e burocrática, ao ponto de, ainda em 2008, ser o Ministério da Educação a regulamentar as podas das árvores nos recreios das escolas de Bragança ou Melgaço. Os portugueses estão mais pobres, o estado mais ineficaz, o país sem estratégia.

 

Durante algum tempo e à força de muita propaganda, subsistiu a imagem de eficácia de Sócrates. Com o seu ar sisudo, apropriou-se do arquétipo do político austero, competente, magro, na senda de Salazar ou Cavaco Silva. Renegava assim a sua origem afectiva, de esquerda, e o padrão do político permissivo, bonacheirão e anafado, desempenhado pelos incapazes Mário Soares ou Guterres. Só que a postura de competência e determinação jamais tiveram tradução na acção do seu governo. Ao cair da máscara, percebe-se que Sócrates é um novo Guterres, disfarçado de Cavaco. Um bom disfarce num óptimo actor. Mas só isso.

 

Paulo Morais

2008-10-01

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Paulo%20Morais


publicado por brunomiguelqueiros às 00:07
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